Casa Ponte da Barca

Com um lugar e um cliente únicos o desenho desta casa tinha, necessariamente, que o explorar. Partindo desta base a casa é desenhada suspensa sobre o terreno e em contacto visual directo com a natureza que o envolve. Dada a inclinação do terreno e a cota de acesso superior a habitação está ao nível das copas das árvores ampliando a tensão entre interior e exterior. De modo a ampliar esse efeito as paredes exteriores desaparecem por completo e dão lugar a uma frenestração contínua de laje a laje com a estrutura a funcionar segundo uma métrica desfasada pela mesma razão. Desenhada para um pintor esta casa muito particular é definida por duas lajes de betão deixadas com a cofragem original como acabamento final. No exterior uma varanda percorre o limite a intervenção com uma largura confortável para a permanência. No interior a casa desenvolve-se com os quartos voltados para nascente - norte também definidos no interior por vidro, o controlo da luz é feito a partir de espessas cortinas cinza de alta densidade. A configuração aberta das divisões interiores permite uma fluidez muito particular permitindo que, em qualquer circunstância, a comunicação seja possível de conseguir e a separação de divisões (à semelhança da interior-exterior) se dilui.


Escola Secundária Monserrate

A ampliação e requalificação da escola secundária de monserrate parte da recuperação do edifício existente e a construção de uma série de equipamentos novos. A pré-existencia (destinada a salas de aula e oficinas) liberta os novos equipamentos para uma segunda linha longitundinal que desenha a nova frente de rua. Esta opção permite a utilização dos equipamentos por parte da comunidade durante os periodos não lectivos. A criação desta segunda linha longitudinal provoca a definição de três espaços exteriores, estes reflectem os equipamento que lhes estão adjacentes; o primeiro confina uma esplanada temperada por um espelho de água; o segundo (de recreio) contêm um auditório exterior e o último localizado próximo do ginásio, define o campo de jogos exterior.


Caixa Crédito Agrícola - Viana do Castelo

O de uma instituição bancária é sempre um desafio delicado. Por uma lado é importante destacar a transparência e acessibilidade necessárias a uma instituição que guarda o nosso dinheiro. Por outro, é sempre preciso assegurar uma ideia de segurança e robustez. O projecto do balcão da caixa crédito agrícola de Paredes de Coura busca a solução de um edifício assumidamente comtemporâneo no centro histórico da vila. É sua (nossa) intenção que comunique com os edifícios que o rodeiam e que caracterizam este espaço e, em simultâneo expressar um gesto comtemporâneo e uma arquitectura nova. Assim, o piso térreo é envidraçado para a praça principal de Coura e permite a transparência e a facilidade de acesso ao atendimento. No piso superior, as janelas voltam-se para o lado oposto criando, a partir da vista do público, um volume parcialmente enigmático e difícil de perceber funcionalmente - algo também importante para o desenho de um banco.

A nível material o edifício concretiza-se em dois materiais base. O pavimento, interior e exterior é construído com o mesmo material, criando uma continuidade entre exterior e interior, convidando a entrada a partir da rua; o segundo material de acabamento é o reboco que, pintado de branco reflecte o material de acabamento do edificado antigo e, por ser branco, cria um volume mais neutro e integrado na envolvente.


Casa Viana do Castelo

O desenho desta habitação unifamiliar parte da vontade do cliente se proteger de uma rua que delimita o terreno e do prédio de treze andares que o antecede. Assim, o edifício desenvolve-se sem janelas naquela fachada. a presença e métricas estão associadoas aos volumes da mesma escala que o antecedem na mesma rua. A utilização quotidiana acontece no piso 0 evitando deslocações desnecessárias ao piso superiror. De modo a garantir a iluminação e comunicação com o exterior as zonas sociais tem sempre relação ao exterior do terreno. A composição volumétrica procura então a abstracção e desconstrução de um volume que poderia ser demasiado maciço dada a volumetria considerável de uma habitação de grandes dimensões.


Caixa Crédito Agrícola - Paredes de Coura

O desenho uma instituição bancária é sempre um desafio delicado. Por uma lado é importante destacar a transparência e acessibilidade necessárias a uma instituição que guarda o nosso dinheiro. Por outro, é sempre preciso assegurar uma ideia de segurança e robustez. O projecto do balcão da caixa crédito agrícola de Paredes de Coura busca a solução de um edifício assumidamente comtemporâneo no centro histórico da vila. É sua (nossa) intenção que comunique com os edifícios que o rodeiam e que caracterizam este espaço e, em simultâneo expressar um gesto comtemporâneo e uma arquitectura nova. Assim, o piso térreo é envidraçado para a praça principal de Coura e permite a transparência e a facilidade de acesso ao atendimento. No piso superior, as janelas voltam-se para o lado oposto criando, a partir da vista do público, um volume parcialmente enigmático e difícil de perceber funcionalmente - algo também importante para o desenho de um banco.

A nível material o edifício concretiza-se em dois materiais base. O pavimento, interior e exterior é construído com o mesmo material, criando uma continuidade entre exterior e interior, convidando a entrada a partir da rua; o segundo material de acabamento é o reboco que, pintado de branco reflecte o material de acabamento do edificado antigo e, por ser branco, cria um volume mais neutro e integrado na envolvente.


Reabilitação

Num espaço da cidade de VIana do Castelo muito particular, no centro histórico e com vista priveligiada para o rio Lima, o objectivo deste projecto passava por requalificar o edificado transformando o seu programa original. Esta transformação justificava-se no sentido em que o programa original ainda tinha quartos com dimensões pequenas e sem arejamento. Assim, e com respeito pelo traçado original das paredes e das caixilharias, projectamos  duas grandes lojas no piso térreo, dois T2 no primeiro piso, e dois pequenos apartamentos T0 no último piso, aproveitando a inclinação do telhado original (agora reconstruído). Os dois apartamento T2 estão desenhados no sentido longitudinal (respeitando a parede mestra original) e fazendo com que a sala e cozinha estejam viradas para o as vistas de rio fazendo com que os quartos, virados a norte tenham vistas para a Igreja de Santa Luzia. Os apartamentos mais pequenos, dispostos transversalmente, têm respectivamente cada uma destas vistas privilegiadas. Os materiais são robustos e assumidamente lineares, uma vez que o exercício era de reconstrução e não de reabilitação, o projecto assumiu, no interior, um desenho comtemporâneo, ainda que contído no interior. No exteriores, a características de desenho foram mantidas tendo sido adicionado o vidro duplo nas novas caixilharias que, apesar da nova tecnologia, mantiveram o desenho original.


Teatro Sá de Miranda

O Teatro Sá de Miranda, construído no século XIX é um Teatro de desenho italiano projectado por José Geraldo da Silva Sardinha com a plateia em forma de ferradura e três ordens de camarotes, com capacidade para 400 lugares. O Pano de Boca foi desenhado por Luigi Manini e pintado por Hercole Labertini, cenógrafos do Teatro S. Carlos e o tecto, uma imagem do céu em trompe l´oeil. A recuperação foi faseada, focando-se inicialmente na zona pública que o tornou utilizável e numa segunda fase na construção de uma nova caixa de palco com maquinaria cénica contemporanêa. O restauro de um teatro é sempre delicado mas neste caso o projecto tinha um conjunto de dificuldades extraordinárias. Para além da recuperação da talha dourada e do ferro das guardas era necessário redenhar o espaço do palco e da teia de modo a fazer com que o teatro suportasse um tipo de maquinaria totalmente estranho ao desenho e tempo originais. Se o foyer, plateia e camarotes podiam, com facilidade e sem mudanças formais, manter a suas características; a teia deveria ser sempre refeita com exigências totalmente distintas; essa integração sem  descaracterizar o traçado original foi o principal mote deste projecto.


Café Teatro

Teatro centenário com actividade quase contínua deste a sua inauguração em 1885, e com projecto inicial da autoria de José Geraldo da Silva Sardinha, carecia agora de obras de restauro e beneficiação. A velha sala, cheia de beleza, adormecida nas suas cores, com ar triste, voltou à vida numa reintegração que se pretendeu primorosa. De facto, o Teatro Sá de Miranda tinha qualquer coisa de subtil que foi preciso tratar galantemente de luvas brancas e laço, como se vai ao Teatro. Este trabalho foi acima de tudo um sistema simbólico que se integra na história de Viana. A sua expressividade está limitada por uma interdependência funcional, quer entre as suas partes quer entre o próprio projecto entendido como parte de um contexto existente. A concretização desta obra sustenta-se em valores que tendem para a atemporalidade. A recuperação do telhado, da plateia, frisas, camarotes, palco, teia, camarins e de todos os espaços destinados ao público e ainda do pano de boca de cena, trouxeram de novo a dignidade que o Teatro Sá de Miranda conhecera noutros tempos. O conteúdo simbólico da intervenção está concretizado na plasticidade das suas formas. A sua organização e detalhes estão diretamente cruzados com os temas mais expressivos do espaço já existente.


Restauro Câmara Municipal de Viana do Castelo

 

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